segunda-feira, 8 de março de 2010

O Ócio Criativo





Domenico De Masi expôs suas idéias sobre a sociedade e o trabalho em diversos livros destinados aos amantes da Sociologia, como A Emoção e a Regra e O Futuro do Trabalho.

Atento ao crescente interesse de um público mais amplo em seus conceitos e sua visão do futuro, De Masi elabora de forma acessível neste livro os temas da sociedade pós-industrial, do desenvolvimento sem emprego, da globalização, da criatividade e do tempo livre.

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Em O Ócio Criativo Domenico De Masi elabora não apenas os temas da sociedade pós-industrial, do tempo livre e da criatividade, como também as questões da globalização, do desenvolvimento sem emprego, da feminilização, do declínio das ideologias tradicionais e dos sujeitos sociais emergentes.

A conversa tem como pano de fundo uma profunda insatisfação com o modelo social elaborado pelo Ocidente, sobretudo pelos Estados Unidos, centrado na idolatria do trabalho, do mercado e da competitividade. A este é contraposto um novo modelo com as seguintes premissas:

- baseado na simultaneidade entre trabalho, estudo e lazer;

- centrado mais no crescente tempo livre do que no tempo decrescente dedicado ao trabalho;

- atento à distribuição equânime da riqueza, assim como à sua produção de forma eficiente;

- militante pela redistribuição do tempo, do trabalho, da riqueza, do saber e do poder;

- no qual os indivíduos e a sociedade são educados para privilegiar a satisfação de necessidades radicais, como a introspecção, o convívio, a amizade, o amor e as atividades lúdicas.

De Masi nasceu em Rotello, no sul da Itália. Aos dezenove anos, já publicava ensaios de Sociologia Urbana e do Trabalho. Com vinte e dois, ensinava na Universidade de Nápoles. Por mais de trinta anos, desenvolveu uma atividade frenética: professor de Sociologia do Trabalho na Universidade La Sapienza de Roma, diretor da S3 Studium, editor de duas coleções... A lista é longa.

Hoje leva uma vida mais calma e mais "ociosa". Otimizou suas condições de trabalho e reduziu seus compromissos. Continua altamente produtivo, mas não hiperativo. A movimentada biografia desse autor deixa claro, através de sua história pessoal, que ócio criativo não significa indolência.

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